Dr. Alessandro Almeida - Especialista em distonia

Dr. Alessandro Almeida

CRM-RJ 52947458

Neurocirurgião funcional, especialista em distonias e distúrbios do movimento – formação USP

Formado em Neurocirurgia pelo Hospital Universitário Pedro Ernesto (UERJ), com residência em Neurocirurgia Funcional e Dor pela Universidade de São Paulo (USP). Experiência específica em distonias focais (cervical, blefaroespasmo, distonia do escritor) e distonias generalizadas.

Tratamento individualizado com aplicação de toxina botulínica, medicação e, em casos refratários, indicação de Estimulação Cerebral Profunda (DBS).

Atendimento humanizado, com tempo para ouvir paciente e familiares.

Distonia

Contrações musculares involuntárias e posturas anormais — diagnóstico especializado e tratamento no Rio de Janeiro

Distonia

O que é Distonia?

A Distonia é um distúrbio do movimento caracterizado por contrações musculares involuntárias e sustentadas que causam movimentos repetitivos ou posturas anormais. Pode afetar qualquer parte do corpo e varia desde formas focais leves até formas generalizadas incapacitantes.

Estima-se que a distonia afete 1 em cada 3.000 pessoas, sendo o terceiro distúrbio do movimento mais comum. O diagnóstico correto é fundamental, pois muitos casos são confundidos com problemas ortopédicos ou psicológicos.

Tipos de Distonia

  • Distonia Focal — afeta uma única região do corpo (torcicolo espasmódico, cãibra do escritor, blefaroespasmo, disfonias espasmódicas)
  • Distonia Segmentar — envolve regiões adjacentes (ex: pescoço e braço)
  • Distonia Generalizada — acomete grande parte do corpo, geralmente de início na infância
  • Distonia Hemicorporal — afeta um lado do corpo
  • Distonia Tardia — causada pelo uso de medicamentos bloqueadores dopaminérgicos

Sintomas

  • Posturas anormais sustentadas de pescoço, tronco ou membros
  • Movimentos de torção involuntários e repetitivos
  • Piora com tarefas específicas (distonia de tarefa)
  • Melhora transitória com “truque sensorial” (tocar a região afetada)
  • Dor muscular crônica nas regiões afetadas
  • Tremor distônico — irregular, diferente do tremor essencial

Causas

Distonia primária (idiopática): Sem causa estrutural identificada. Pode ser genética (DYT1, DYT6, entre outras mutações) ou esporádica.

Distonia secundária: Causada por lesões cerebrais, acidente vascular, medicamentos, distúrbios metabólicos ou outras doenças neurológicas.

Tratamento da Distonia

Toxina Botulínica (Botox): É o tratamento de primeira linha para distonias focais. Injeções periódicas (a cada 3-4 meses) nos músculos afetados proporcionam relaxamento eficaz com poucos efeitos colaterais. Eficácia de 70-90% no torcicolo espasmódico e blefaroespasmo.

Medicamentos orais: Anticolinérgicos (trihexifenidila), baclofeno, benzodiazepínicos e tetrabenazina podem ajudar em formas generalizadas ou como terapia complementar.

DBS (Estimulação Cerebral Profunda): Para distonias generalizadas refratárias, o DBS no globo pálido interno (GPi) é altamente eficaz, com melhora de 50-90% nos escores de distonia. Especialmente indicado em formas genéticas (DYT1).

Reabilitação: Fisioterapia, terapia ocupacional e fonoaudiologia são componentes essenciais do tratamento multidisciplinar.

Perguntas Frequentes

Distonia é progressiva? Depende do tipo. Distonias focais geralmente estabilizam. Distonias generalizadas de início na infância tendem a progredir mais.

A toxina botulínica perde eficácia com o tempo? Em alguns casos pode haver redução da resposta, mas a maioria dos pacientes mantém bons resultados por muitos anos com ajustes de dose e técnica.

Distonia tem relação com Parkinson? São doenças distintas, mas a distonia pode ocorrer como sintoma no Parkinson. Avaliação neurológica especializada define o diagnóstico correto.

Tratamento Especializado em Distonia

Nossa equipe oferece todas as modalidades de tratamento para distonia — da toxina botulínica ao DBS.

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