Dr. Alessandro Almeida
CRM-RJ 52947458
Neurocirurgião funcional, especialista em Estimulação Cerebral Profunda – formação USP
Formado em Neurocirurgia pelo Hospital Universitário Pedro Ernesto (UERJ), com residência em Neurocirurgia Funcional pela Universidade de São Paulo (USP) – uma das poucas instituições brasileiras com programa estruturado de DBS.
A Estimulação Cerebral Profunda é uma cirurgia segura e eficaz para casos selecionados de Parkinson avançado, tremor essencial refratário e distonia. O sucesso depende de seleção criteriosa de pacientes e acompanhamento multidisciplinar.
Avaliação criteriosa para indicação correta do procedimento.
Estimulação Cerebral Profunda (DBS)
Tecnologia avançada para controle de tremor, Parkinson e distúrbios do movimento — disponível no Rio de Janeiro
O que é a Estimulação Cerebral Profunda?
A Estimulação Cerebral Profunda (DBS, do inglês Deep Brain Stimulation) é um procedimento neurocirúrgico que implanta eletrodos em regiões específicas do cérebro, conectados a um gerador de pulsos implantado sob a pele. Os pulsos elétricos modulam a atividade neural anormal, controlando os sintomas dos distúrbios do movimento.
Aprovada pelo FDA desde 1997 e amplamente disponível no Brasil, o DBS já transformou a vida de mais de 200.000 pacientes em todo o mundo.
Indicações do DBS
- Doença de Parkinson — controle de tremor, rigidez e flutuações motoras
- Tremor Essencial — tremor refratário a medicamentos
- Distonia — distonias generalizadas e focais graves
- TOC — casos graves refratários ao tratamento convencional
Como Funciona o DBS?
1. Planejamento cirúrgico: Ressonância magnética e tomografia são usadas para mapear o alvo cirúrgico com precisão milimétrica.
2. Implante dos eletrodos: Através de pequenos orifícios no crânio, eletrodos são posicionados em núcleos específicos (núcleo subtalâmico, globo pálido interno ou tálamo).
3. Implante do gerador: Um dispositivo (IPG) é implantado sob a pele na região peitoral, conectado aos eletrodos por extensões subcutâneas.
4. Programação: Os parâmetros de estimulação são ajustados pelo neurologista para otimizar o controle dos sintomas com o mínimo de efeitos colaterais.
Benefícios Comprovados
- Redução de 60-80% nos sintomas motores em pacientes com Parkinson
- Redução significativa da dose de medicamentos (e seus efeitos colaterais)
- Melhora das flutuações “ON/OFF” e das discinesias
- Reversível e ajustável — a estimulação pode ser modificada conforme necessário
- Bateria com duração de 3-5 anos (ou modelos recarregáveis)
Quem é Candidato ao DBS?
A seleção de candidatos ao DBS é feita por equipe multidisciplinar e inclui:
- Pacientes com Parkinson há mais de 5 anos com boa resposta à Levodopa
- Flutuações motoras ou discinesias incapacitantes apesar da otimização medicamentosa
- Tremor essencial grave refratário a pelo menos 2 medicamentos
- Ausência de demência significativa ou depressão grave não controlada
Perguntas Frequentes
O DBS é seguro? Sim. É um procedimento consolidado com décadas de uso clínico. As complicações são incomuns e geralmente leves quando realizado por equipe experiente.
O DBS cura o Parkinson? Não cura, mas controla os sintomas de forma muito superior à medicação isolada, melhorando significativamente a qualidade de vida.
Quanto tempo dura o efeito? O DBS oferece benefício sustentado por muitos anos. O gerador é trocado quando a bateria acaba (3-5 anos), mas os eletrodos permanecem.
Posso fazer ressonância com o DBS? Sim, com protocolos específicos. Os sistemas modernos são compatíveis com ressonância de corpo inteiro.
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